o curioso caso de benjamin button (the curious case of benjamin button, 2008)
‘O Curioso Caso de Benjamin Button‘ (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) é um filme que não tem nada demais. É bonito, bem desenvolvido, cheio de efeitos e cenas comoventes, que no final só enchem de tédio o espectador. É muito longo e tão focado no romance de Benjamin Button (Brad Pitt) e Daisy (Cate Blanchett) que deixa de lado episódios da vida de Button que poderiam ser muito mais interessantes.
Em termos de efeitos, muito elogiados, eu fiquei durante toda a primeira parte do filme com a impressão de que a Daisy era um dos robôs de ‘Inteligência Artificial’ de tão “photoshopada” que sua pele estava, e que Benjamin parecia muito com meu saco, tamanha a quantidade de rugas. Durante o rejuvenescimento fiquei com a impressão de que ele estava era envelhecendo e não ficando mais novo. Aos ‘50’ ele parecia mais novo que aos ‘40’.
Gosto dos filmes de David Fincher, mas aqui ele deixa claro que não consegue envolver o espectador em uma história de amor, entregando-se ao estilo holywoodiano de romance: enfadonho e desinteressante. Tanto que a cena que mais me chamou atenção foi a do encontro do pequeno rebocador com um submarino alemão - a única de ação durante todo o filme.
Eric Roth, o roteirista, tentou dar o golpe. Repetiu várias da fórmulas que ele já havia usado para ganhar o Oscar em ‘Forrest Gump’, como o momento onde Button começa a caminhar; os capitães em seus barcos; o soldado que não pára de falar, tal qual Bubba, companheiro de Gump; os desencontros com de Button com a amada durante sua vida; e fecha com chave de outro, usando um beija-flor para substituir a famosa pena que simbolizava a continuação da vida.
Ou seja, é aquilo que você já assistiu com uma roupagem nova. Só que enquanto Gump consegue curtir cada uma das oportunidades que sua vida lhe dá, Button só consegue patéticamente correr atrás da mulher amada. Isso é triste.