Fôlego (Soom, 2007)
Kim Ki-duk é um artista. Estudou artes em Paris e acabou escrevendo e dirigindo filmes. Seus filmes costumam ser profundos e existencialistas, sem muitos diálogos, e tratam sempre dos sentimentos e experiências do ser humano em relação a ele mesmo. Coisa de budista, filmados como um budista filmaria. Ou seja, seus filmes não devem ser indicados para qualquer um.
O primeiro filme de Kim Ki-duk que eu assisti foi ‘Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera’ (Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom, 2003), a história de um jovem que cresce e se desenvolve em um templo flutuante, que me ganhou pela simplicidade e pela beleza.
Já ‘Fôlego’ (Soom, 2007) não entrega o que um filme de Kim Ki-duk normalmente entregaria, e não tem nem mesmo o charme dos seus trabalhos anteriores, que conseguem que fiquemos pensando mesmo muito tempo depois de termos saidos da sala de cinema. Apesar de ser um filme sensível e ter concorrido à Palma de Ouro, em Cannes.
É a história de Yeon, uma mulher casada, mas distante do marido por conta de problemas no casamento. Ela se apaixona por um condenado e passa a visitá-lo diariamente na cadeia. É uma trágica história de amor, esculpida no drama, na emoção e na violência.
Talvez os chamados filmes românticos de arte estejam ai para entendermos os sentimentos, aceitarmos as limitações e psicoses do ser humano, essa coisas. Porém neste caso não conseguiu atingir nenhum dos meus sentidos, e eu fiquei com a sensação que não assisti a nenhum filme.
Mesmo assim o cara é um grande diretor e tem crédito comigo. Que venha seu próximo filme.