appaloosa (appaloosa, 2008)
Escrito, produzido, dirigido, atuado e até cantado por Ed Harris, ‘Apaloosa’ (2008) é um filme fraco e sem grandes objetivos. Quando ele termina você tem a certeza de que não viu nada além da tentativa ruim de fazer um grande faroeste.
Virgil Cole (Ed Harris) é um pistoleiro profissional que vende seus serviços contra um bandidão (Jeremy Irons) que assola uma pequena cidade, em troca do controle total da tal cidadezinha. Nisso surge Allison French (Renée Zellweger, incrivelmente irritante) para dar um ar romântico à trama. Mas a atenção mesmo vai para o caladão Everett Hitch (Viggo Mortensen), que é o grande personagem do filme, pois mantêm-se profissional até o final, independente das idiotices de Cole e de Allison.
A fotografia é bonita, a direção fraca, a história boba (e óbvia) e as atuações medianas. Você não vai se decepcionar se não esperar muita coisa. Pelo menos tem uma ponta do grande Lance Henriksen, que eu não via atuando fazia muito tempo.
Curioso como um filme nonsense, inconseqüente e besta consegue ser divertido e inteligente a ponto de render boas risadas e ao mesmo tempo fazer a gente pensar se vale a pena perder tempo com um filme desses. A medida da loucura não é equilibrada o suficiente e você chega à metade dele duvidando se deveria estar naquele ponto.
No fundo ‘Hamlet 2’ (2008) é tão óbvio que dói. Mistura o professor de teatro sem carisma e sem talento que recebe uma leva de alunos que não estão nem um pouco preocupados com a aula, que precisa criar uma peça de teatro para salvar a aula de teatro. Eis que ele tem a idéia de fazer a seqüencia do clássico de Shakespeare, Hamlet. O que gera todo tipo de reação da sociedade, o que não muda muito a maneira como o tal professor continua a levar sua vida patética e sem graça.
Esse é um filme tão absurdo que você precisa - ou não - ver com seus próprios olhos para tirar qualquer conclusão. Eu acho que gostei, mas não tenho certeza.
Eu fico meio chateado todas as vezes que assisto a uma animação com figuras humanas. Quero dizer, oito anos depois de ‘Final Fantasy’, passando por tentativas frustradas como ‘Beowulf’, ‘Resident Evil: Degeneration’ (2008) não apresenta nenhuma grande evolução facial, pelo contrário, parecem piores ainda. São expressões duras, falsas, quase tão ruins quanto as do Keannu Reeves.
A história não é de toda ruim quando a gente sabe que está assistindo a um filme de zumbis baseado em um game de zumbis. É o básico do básico: vamos matar zumbis, tentar sobreviver e descubrir o que está acontecendo. Portanto não espere nada demais, e o visual e a ação compensarão um pouco a completa falta de expressão dos personagens. Mas só um pouco.